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Mário Carvalho

Orador

Mário Carvalho foi professor catedrático de Agricultura Geral na Universidade de Évora desde 1995 até 2020, tendo-se aposentado em Novembro de 2020. Actualmente exerce a actividade de consultor de empresas agrícolas.

A sua actividade foi dividida entre o ensino, a investigação e a transferência de tecnologia entre a comunidade de agricultores da região.

Iniciou o programa de Investigação em 1985 abordando sistemas de agricultura de baixos custos, com particular destaque em agricultura de conservação, envolvendo estudos relacionados com a sementeira directa, a gestão dos resíduos das culturas, rotação de culturas e o uso eficiente de fertilizantes e herbicidas. Mais recentemente estendeu a sua investigação a dois novos campos. Por um lado, o estudo das simbioses entre micróbios do solo (micorrizas, rizóbios e bactérias promotoras do crescimento) sempre na perspectiva de perceber como as práticas agronómicas influenciam a sua biodiversidade e as associações preferências que se estabelecem entre estes micróbios e as plantas. Por outro interessou-se e desenvolveu trabalho no âmbito da agricultura de precisão, como forma de investigar a variabilidade do crescimento das culturas e as condições do solo.

Em resumo pode dizer-se que a sua investigação se preocupou sempre no desenvolvimento de soluções que permitam a melhoria da sustentabilidade económica e ambiental dos sistemas agrícolas em Portugal. Por um lado, percebendo como se podem melhorar as funções do solo e, assim, aumentar a produtividade da terra e reduzir a incorporação de factores. Na melhoria das funções do solo preocupou-se com o aumento do teor do solo em matéria orgânica, o aumento da capacidade do solo em armazenar e fornecer água às plantas, de fornecer nutrientes e, ainda, da protecção das culturas conferida pêlos micróbio nativos do solo. Por outro, desenvolveu muito trabalho para determinar o nível óptimo de incorporação de factores e a importância da oportunidade da sua aplicação.

O programa de extensão, com o objectivo de fornecer apoio técnico gratuito aos agricultores para iniciarem sistemas de agricultura de conservação iniciou-se em 1992. Presentemente gere um grupo de agricultores que se auto domina “o clube da directa”. Este grupo dedica-se ao desenvolvimento da intensificação sustentável de modelos agro-silvo-pastoris.

Foi o mentor da medida agro-ambiental actualmente em curso visando a conservação do solo e o aumento do teor do solo em matéria orgânica que envolve três compromissos por parte dos aderentes: sementeira directa, manutenção das palhas no terreno e rotação de culturas.

Publicou cerca de 120 científicos e técnicos em revistas internacionais e nacionais e em revistas técnicas.